terça-feira, 15 de maio de 2012




Comecei minha caminhada, há tempos atras, devagar, leve, acompanhada. Aticei meu coração cansado a querer coisas novas, experimentar novos hábitos. Vesti uma roupa apropriada, que estava no fundo do armário, calcei meu tênis. Percebi flores, pássaros, novas paisagens, um novo horizonte que me fez esperar sempre mais. Então, fui a outro nível, e, ainda acompanhada, apressei os passos. Mal dava pra observar ao meu redor, acho que comecei a exagerar. Logo, estava correndo e desta vez, sozinha, talvez por vontade própria. Provei novas sensações, emoções e não pude compartilhá-las. Sinto tudo sozinha. Meu coração está em forma e despedaçado, ainda tenta manter a respiração pesada. Cade o sopro de novos ares? Cade seu ar? Agora sei que não adianta. Voltei ao sedentarismo. Porque pior que correr, é correr sozinha.

sábado, 25 de fevereiro de 2012


É a floresta encantada, lembra, menina? Aquela que outrora você sonhava, pensava viver nela, lembra? Tempos bons… Cabelos ao vento, correrias sem fim. Arranhões sarados com cuspe e areia, lama. Mas o vento parou, você parou. E cresceu. Não via mais a floresta, não corria nem se machucava. Criou sentimentos e aprendeu a sufocá-los. E isso doía ainda mais que os tombos de antes, quis poder voltar. Não voltou. Quis mudar e aos poucos está se reerguendo. Quer pular sem medo, quer se arriscar. Muitos quereres. Pouco tempo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012


Guardei teu amor lá no fundo. Agora bem escondido, quase um arquivo-morto. Servindo apenas pra ser lembrado, esporadicamente, comparado à outros. Sabe que eu desejo a você toda felicidade, aquela continuidade que não existiu em nós. A mesma inocência, o mesmo saber, a mesma sensação, só que com outra. Uma, várias. Agora já não importa. Aquele amor tão velho, com respiração pesada, que outrora vai desfazer-se, esmigalhar.
Tomara que não seja igual a whisky.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Era agora ou nunca. Mas o agora já passou, não é verdade? Tudo foi embora. E você ainda pode ver meu coração batendo, ainda sinto o gosto amargo da despedida, mas tudo acaba. Puxar o gatilho, talvez, matar o que ainda resta, te deixar morrer em mim. Eu consigo, eu consigo: repito como um mantra que tudo vai passar querido.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Darei o tempo que for preciso pra tudo se resolver. Não é impossível ser feliz sozinha, mas não pretendo me fechar, me esquecer. Pra quê? Tenho tanto ainda pra fazer, tantas coisas inacabadas, tanto ainda pra começar... Vou criar meu estímulo, reavaliar conceitos, me dedicar ao que me faz bem. Simples né? Viver, estar, querer bem. Ainda não cicatrizou, eu sou normal, tenho que aceitar. Preciso escrever, chorar, correr, gritar, colocar pra fora tudo que for necessário. Ainda tem um fiozinho que me liga a você. Ainda. E isso acaba, talvez hoje, amanhã ou depois. Mesmo depois do fim e eu sei que vai demorar, eu sei, mas vai passar. Darei o tempo que for preciso.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


Já respiro normalmente. Resolvi que não valia a pena, que já não era certo fazer o que o coração mandava. Que bobo, né? Eu sempre tão racional, me deixei levar por sentimentos que jurei não existir, que jurei que nunca iam habitar em mim. Mas tudo é tão imprevisível, surpreendente... Aquilo de tentar não sentir já não existe pra mim e hoje que sinto entendo que nada podia fazer pra que isso não acontecesse. E agora, o que me resta fazer é esperar o tempo passar, tudo em mim se resolver e sentir novamente o friozinho na barriga, bombeando novos ares ao meu pulmão quase sem ar, que agora quer armazenar todo fôlego possível e ficar preparado pra qualquer coisa que aconteça.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



Quantos sorrisos forçados, noites desperdiçadas e rímeis gastos afim de conquistar quem lá seja, só por um momento aleatório de alegria. Uma tequila, duas, três. O que era mesmo que eu estava procurando? Ah, amiga, você tá aí, comigo, me ajuda, não consigo me equilibrar. Cadê o cara que tava comigo? Cheguei. Caí na cama, tudo girando, adormeci. Sonhei com tantos eles, eus, festas... Não lembro de nada, o que fiz ontem? Não vale a pena, conclui. Quero o sentido real, o que de verdade me faz bem, não quero nada instântaneo. Acordei decidida: VOU SER FELIZ. Tenho tudo o que preciso e se você não faz parte disso, querido, é porque não faz mais falta.
É felicidade... Se prepara que tô correndo atrás de você.